24/11/2012

Cappadocia - Underground City & Balloon Flight



OBS: não se assustem com a barra ao lado, o texto é curto, mas há muitas fotos. 

Sou relapsas com nosso blog, confesso. Mas...

Olá pessoas!!! Sinto muito por não estar escrevendo sobre a cidade, sobre a comida, sobre os pontos turísticos ou sobre as pessoas... mas se eu não contar tudo enquanto estiver aqui, quando voltar escreverei. 
Hoje não vou falar de Istambul, como deveria, mas sim desse lugar que tá ficando mais famoso ainda devido a novela, e que sim, é muito lindo e muito diferente de qualquer lugar que já estive: Kapadokya.
A Cappadócia fica no centro da Turquia, e o que mais impressiona é a "paisagem lunar", presente na área em torno das cidades de Ürgüp, Göreme, Uçhisar, Avanos e Mustafapasa, onde a lava vulcânica, e posteriormente, erosão, formou cavernas, fendas, pináculos, "chaminés de fadas" e dobras sensuais nas rochas coloridas e de textura macia. 


Balloon flight

Desde o momento em que tive certeza que viria a Istambul, comecei a planejar uma ida a Cappadocia nem que fosse só para andar de Balão. Sonho realizado. Infelizmente estou estagiando e não pude ficar 3 ou 4 dias, que seriam ideais para conhecer toda a região, mas vou relatar tudo o que pude fazer, ou, pudemos, já que Diego foi junto comigo. O plano era chegar lá de manhã cedo, fazer o RED Tour, dormir, acordar super mega cedo, voar de balão, depois andar pela cidade, e talvez fazer algum outro passeio, e então voltar pra Istambul, tudo negociado com a agência de viagens Rock Valley. Mas dai o voo atrasou por conta da neblina em Kayseri, e tudo precisou ser mudado. Chegamos por volta do meio dia, perdemos o tour, então faríamos no dia seguinte. O problema é que não tinha mais o tour que tinhamos escolhidos, onde iriamos a cidade subterrânea e faríamos uma caminhada pelo Ihlara Valley, além de outros pontos menos importantes. Apesar de ficar triste por não ter feito essa caminhada de 4 kilômetros no vale, onde veria 60 ingrejas bizantinas, mosteiros e cavernas dos séculos XI e XIII, acho que meus joelhos estão agradecidos. O que nos restou foi o Blue Tour, o qual detalharei no próximo post.
No primeiro dia então,decidimos ir a cidade subterrânea (Kaymakli underground city), e para isso tivemos que pegar um tour particular. O nosso guia foi muito atencioso e simpático, e acredito que o preço compense, já que não há muitos meios de chegar até lá, a não ser taxi, tour diário, ou aluguel de carro. Aliás, não há muitas placas indicando os lugares, então se você não conhece a região e alugar um carro, pode se perder facilmente. Enfim, é muito interessante pensar em como as pessoas viviam nesses lugares a mais de 2000 anos atrás, um labirinto enorme, onde qualquer buraco pode ser uma sala, ou um quarto, ou sei la. Essa cidade tem oito andares, mas os turistas só tem acesso a quatro, uns 20 metros abaixo da terra. O primeiro comodo, logo na entrada, fica o estábulo, já que é preciso separar os animais, e é muito mais fácil deixá-los próximo a entrada/saída. Detalhes: Existem "chaminés", para que haja circulação de ar lá embaixo, mas só tivemos acesso a uma/ As portas de pedra precisam ser arrastadas por 4 ou 5 pessoas, isso porque são rodas/ Acredita-se que eles não utilizavam muito o fogo para cozinhar, um dos motivos é a fumaça sinalizar para o inimigo a existência da cidade. 

Underground city


Portas de pedra
Produção de vinho
Túneis estreitos e intermináveis







Cozinha


Voltamos para o hotel, dormimos, jantamos e dormimos. As 06h da manhã estávamos prontos para o voo de balão, apesar do tempo estar péssimo. Além dos 2ºC, não enxergávamos mais de 02 metros a nossa frente. Achei que cancelariam o voo, tentamos entrar em contato com a empresa, mas não conseguimos. As 07h da manhã foram nos buscar, e eu estava quase voltando pra cama. Quando chegamos ao local, e vi que todos estavam dentro do balão, que já haviam tomado o café da manhã que estava incluso no pacote, e que ainda estava muito nublado pro meu gosto, além do frio, a minha vontade era reclamar e desistir. Reclamei, mas eles nem deram muita bola, e falaram que se eu não quisesse voar, tudo bem ¬¬. OK, Era meu 2º e último dia naquele lugar, fui com este objetivo, tinha que aproveitar a oportunidade, não é mesmo? O voo vale a pena, a vista, mesmo que nublada, é incrível, e o fogo do balão te deixa aquecida "por alguns segundos a cada poucos segundos", então dá pra aguentar o frio. Eu esperava sentir friozinho na barriga, mas é muito tranquilo, não dá medo nenhum, então confesso que senti falta da adrenalina. A paisagem compensou, mas recomendo a vocês, caso queiram ter esta experiência, voem na primavera ou no começo do outono, pois a chance de ver o sol nascer vai ser bem maior do que a minha, já que eu não vi. Por conta do tempo ruim também, ao invés de ver mais de 80 balões no céu, vimos 06. A aterrizagem é mais emocionante, mas ainda assim, nada assustador, e o nosso piloto era muito bom! Depois do voo tivemos um brinde, recebemos um certificado, e então voltamos ao hotel para fazer o check-out e partir para o tour azul do dia. Sobre ele, leiam o próximo post. 











;) abraços!



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