11/02/2013

Emoção é o que não falta em Les Miserables

PARA MARCAR A MINHA VOLTA AO BLOG (finalmente, e eu não tenho desculpas por não ter voltado antes... mas, me desculpem), um post do filme mais esperado de 2012 (falo por mim), mas que, OPS, só estreou agora.



Sexta-feira, dia 01 de fevereiro foi a Estréia de Os Miseráveis (Les Miserables) no Brasil. Estréia esta um tanto quanto atrasada, comparando com Estados Unidos (Por que não?). Para quem não sabe, Os Miseráveis é uma obra literária de Victor Hugo,escritor francês. São 05 volumes que contam a história de Jean Valjean, da sua liberdade até a morte, história esta que envolve outros personagens, os quais dão nome aos livros. O contexto é a França, na primeira metade do século XIX, entre  fatos que se estendem da derrota francesa na Batalha de Waterloo, em 1815, aos levantes antimonarquistas de junho de 1832 em Paris. 

Uma pequena sinopse: um ex-prisioneiro (19 anos de prisão por ter roubado um pão), Jean Valjean, é perseguido durante décadas pelo cruel polícia Javert, depois de ter quebrado a sua liberdade condicional. Quando Valjean aceita cuidar de Cosette, a filha da operária Fantine, as suas vidas mudam para sempre. 

"Victor Hugo transcendeu as barreiras da ficção para criar uma obra que é ao mesmo tempo um drama romântico, uma epopeia, um documento histórico, um ensaio filosófico, um tratado sobre ética e um estudo sobre literatura e linguagem."

A história teve mais de 30 versões para televisão e cinema, em diversos países. No Brasil, um filme foi produzido em 1967, e a versão mais recente para cinema havia estreado em 1998: dirigido por Bille August. Tais versões não correspondem a musicais.


Em 1980 foi inaugurado em París O musical Les Miserables, dirigido por Robert Hossein, adaptado por Alain Boublil e com a composição das músicas por Claude-Michel Schönberg. Em 1985 cria-se a versão inglesa, na qual as letras são de responsabilidade de Hebert Kretzmer. Esta mesma adaptação estreia em 1987, na Broadway em Nova Iorque. Em 2010 o musical comemorou 25 anos, sendo o mais visto e aclamado no mundo todo. "Uma produção vista por mais de 60 milhões de pessoas em 41 países diferentes em 21 idiomas". A trilha sonora já ganhou um Tony Awards, maior premeação do Teatro nos Estados Unidos, e tem a música I dreamed a dream como a favorita! Não é pra menos. A letra é interpretada pela personagem Fantine, e resume a sua história de vida (miserável). 

E sobre o filme?! 


Os Miseráveis (Les Misérables) de 2012 é  dirigido por Tom Hooper (O Discurso do Rei),  e nada mais é do que a adaptação deste musical para o cinema, seguindo praticamente o mesmo roteiro (digo isso pois assisti a montagem teatral). O elenco do filme foi escolhido a dedo, e é maravilhoso, surpreendendo ainda em relação ao canto.Hugh Jackman (Wolverine) está perfeito no papel de Jean Valjean, e sua indicação ao Oscar de melhor ator foi mais que merecida e a . Ainda que talvez ele não tenha alcançado o tom mais alto da música, insere nela toda a emoção digna da premiação e do globo de ouro já recebido.Anne Hathaway é minha queridinha de Hollywood, e um dos pontos mais arrepiantes da história acontece quando ela, que interpreta Fantine, canta I dreamed a dream. Também indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, e vencedora do globo de ouro, é uma pena que sua história seja curta em relação ao todo.Russell Crowe interpretando Javert está mediano como cantor, mas excelente em dramatização, aliás, é de se esperar. Quem chegou surpreendendo foi Samantha Barks, novata no cinema. Sua interpretação de On my Own não deixou dúvidas de seu talento, tanto para a música, quanto para a interpretação.Apesar de fofo e até convincente o romance  entre Cosette e Marius (Amanda Seyfried e Eddie Redmayne), o que peca no filme é a rapidez como isto ocorre, ficando bastante superficial em relação à história. Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen estão ótimos como elenco cômico do filme, mas não pense você que consiguirá soltar gargalhadas, pois suas aparições são poucas e há sempre uma tensão que te prende no drama. 
Como fã, diria que o filme é maravilindoo e com certeza quero ver de novo. Chorei apenas 03 vezes durante  as 02 horas e meia de duração, como uma manteiga derretida que todos que me conhecem sabe que sou.  Apesar de em alguns momentos se tornar cansativo e a filmagem utilizar-se de alguns planos que eu não entendi o propósito, o musical é realmente tocante, fala de esperanças, falhas, virtudes, sonhos e o desejo incessante de os perseguir, coisas pertinentes da alma de qualquer ser humano. 
Contudo, se você acha demais assistir um filme onde todos os diálogos são cantados (ou 98% deles), talvez não queira sair de casa. Ainda assim, recomendo assistir esta produção inédita na qual todos os atores cantam ao vivo, no set, o que dá mais liberdade ao personagem, e consequentemente, mais emoção. 

O filme ainda foi indicado para Melhor Filme, Melhor Canção Original, Melhor Maquiagem, Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte e Melhor Mixagem de Som.



Se você já assistiu, qual a sua opinião? Se ainda não viu, ficou com vontade? Mas corre, pois musicais nunca ficam muito tempo no cinema, e se for, me chame pra ver de novo! hahahaha

Abraços.

2 comentários:

Esse musical é bom demais mesmo.. amei!

Realmente o filme é muito bom, mas perde a chance de envolver melhor o expectator leigo por essa velocidade da narrativa.
Das canções, vale destacar que a interpretação do Hugh Jackman para a canção "Bring Him Home" (minha canção favorita) deixou a desejar (se bem que é até covardia compara-la com a versão de Alfie Boe, no show de 25 anos). Por outro lado, a versão de "Stars" com Russel Crowe é uma das melhores que já ouvi, assim como "On My Own" com Samantha Barks (parte do elenco do show 25 anos), que reinventou a personagem, saindo do exagero tradicional dos palcos para a versão mais introspectiva que se vê no filme.

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