08/10/13

A vingança veste Prada

Cena do Filme O Diabo Veste Prada (2006) com Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt.

Quem diria que essas três poderiam se juntar novamente para uma conversa de negócios? Ou que Andrea Sachs e Emily Charlton poderiam se tornar amigas? Difícil de acreditar, mas isso acontece em Vingança veste Prada – O diabo está de volta, a sequência de O diabo veste Prada, de Lauren Weisberger.

Confesso que não li o primeiro livro, mas vi o filme, várias e várias vezes, que vou recapitular aqui. Dizem que a produção cinematográfica não é a cópia fiel, mas te digo que não atrapalha em nada no entendimento da sequência. Aliás, em entrevista para a Entertainment Weekly, a autora disse que como já viu o filme mais vezes do que leu o livro, ela se questionava se aquilo teria acontecido no primeiro romance, enquanto escrevia a sequência.

Para quem não lembra, em O Diabo veste Prada, Andy Sachs era uma garota recém formada em jornalismo que conseguiu uma posição cobiçada na grande revista de moda Runway. Mas trabalhar para Miranda Priestly, editora super chefe, não era uma tarefa lá muito possível, e se tornava pior com a presença da assistente sênior de Miranda, Emily, uma competitiva e chata de primeira. Alías, Andy não tinha mais vida pessoal, vivia em função de Miranda, e teve que aprender a se vestir e claro, ou pior, parar de comer. Como parar de comer é algo fora de cogitação (na verdade essa ideia é totalmente minha e nada disso é mencionado, pelo menos no filme), logo na semana de moda de Paris, que poderia ser a confirmação da ascensão de uma posição dentro da publicação, Andy desiste. Mas nessa altura do campeonato, o namorado, Alex/Nate (nomes no livro e no filme respectivamente), já tinha desistido dela também.

A história é bem de garota e talvez seja uma das razões para eu ter me apaixonado pelo filme. Mas o elenco com certeza foi a melhor parte: Meryl Streep divando com Miranda e Anne Hathaway toda doce e fofa de Andy.



Vamos ao novo livro, que era do que eu ia falar em primeiro lugar. Em A Vingança Veste Prada a história se passa praticamente 10 anos depois. Andy agora é uma mulher madura e editora chefe da revista The Plunge, uma publicação no estilo da Runway mas sobre o mundo das noivas, casamentos de estrelas, etc. Aliás, essa revista foi ideia de, nada mais nada menos que, Emily Charlton. A antiga rival se torna a nova melhor amiga de Andy e juntas caminham para o sucesso. E quem tem sucesso, atrai inveja... Mas essa pode vir em forma de presentes e jantares. Estou falando da nova Miranda Priestly. Ok, no livro não se fala de inveja, mas quando seu pior pesadelo começa a te agradar demais, é de se estranhar. Ainda assim, aposto que qualquer mulher ficaria muito feliz com qualquer presente da Sra. Priestly.
O livro começa no dia do casamento de Andy, e seu noivo, Max Harrison, é simplesmente apaixonante, apesar de todos os problemas de família. (Para quem leu o primeiro livro, talvez sinta falta do Alex, mas ele também vai surgir na história). Esse casamento quase não acontece, e é por isso que esse livro me prendeu desde as primeiras páginas. Só parei quando terminei (Ok, exagero, mas li tão rápido quanto Harry Potter). O livro é uma mistura entre o presente e o que se passou ao longo dos quase 10 anos, e as vezes dá vontade de pular alguns parágrafos para saber o que vai acontecer. Mas não pulem, pois você pode perder algum detalhe. Afinal, muita coisa muda ao longo desse tempo, ou, talvez nem tanto...
O gênero do livro é Chick-lit (descobri com a linda Teca Machado do blog Casos Acasos e Livros), um gênero de ficção feminina, da mulher moderna. Sendo assim, é um romance divertido, charmoso e engraçado. É bem atual, e acho que os assuntos acompanhou o tempo das suas leitoras do primeiro livro (publicado em 2003). Enquanto O Diabo Veste Prada te coloca a par sobre o mundo da moda, melhores marcas e te faz sonhar em ter várias daquelas roupas e sapatos, essa continuação te faz querer o casamento dos sonhos, falando de vários momentos dessas das super celebridades. 
O livro não entrou para a lista dos meus favoritos, e devo dizer que o final foi difícil de aceitar. Sabe quando você já fica imaginando o que vai acontecer, sabendo que provavelmente vai ser diferente, e acaba sendo mesmo diferente do que você imaginava? Pois então... É possível que você concorde com o final da autora, afinal ele também é fofo e esperançoso. 
Uma última observação: Foi praticamente impossível pensar nas personagens como outras pessoas senão as atrizes do filme. É por isso que eu já estou com muita vontade de ver novamente elas brilharem nas telonas. Eu super imaginei as caras e bocas de Emily e Andy, e, o contrário, a falta de expressão e indiferença de Meryl no papel de Miranda. E já tenho minhas sugestões para o ator que interpretaria Max. Todas querem o filme!
Contudo, entretanto, no entanto... ele não está perto de sair. Na notícia mais recente que achei a respeito, Lauren Weisberger dizia que seria difícil juntas as atrizes novamente. What? Eu acho que ela está exagerando. Tudo bem que as duas estrelas são super mega requisitadas, mas Hollywood dá seu jeito. 
I HOPE SO. 


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