20/12/2013

Teca Machado e sua Ópera Prima


Alice tem 25 anos e é uma Cuiabana que está vivendo em Nova Iorque. Depois de conhecer a cidade em uma viagem alguns anos antes, se apaixonou e resolveu voltar. Ela é linda, simpática, divertida, elegante e adora conversar. Aliás, não só conversar, como escrever sobre seus assuntos favoritos. Alice é jornalista, mas não existe. É uma personagem criada por Teca Machado. E quem é Teca Machado? É a Alice da vida real, e, tirando o fato de não morar nos Estados Unidos, sua personalidade é toda emprestada da escritora.
Teca está estreando no mercado literário. Seu primeiro romance, I Love New York, será lançado no final deste mês, pela editora Novo Século. Ela está muito ansiosa para a chegada da obra nas livrarias, tanto que durante a entrevista, checava o e-mail a cada dois minutos para ver se haviam novidades a respeito da estreia do livro. Esta ansiedade faz parte do momento da Teca escritora, já que há outras facetas nessa mesma pessoa multifuncional. Aliás, são as demais áreas nas quais a garota se dedica, que impulsionaram a chegada do livro. Isto é, o lado da Teca blogueira, da Teca vida social, e da Teca jornalista. Nesta última situação, é necessário referir-se à ela como Marcela Machado.
            Marcela é o verdadeiro nome da Teca, mas a maioria das pessoas que a conhece não sabe disso. “É mais comum acharem que meu nome é Tereza”, diz ela. Quando ainda era bebê, o pai a chamava de “tetequinho de gente”. Sua irmã de três anos, que não conseguia pronunciar a palavra toda, abreviou o apelido para Teca, e assim ficou. Apesar de ser um apelido, hoje é identidade, o nome artístico. Ainda assim, ela acha que não transmite a seriedade necessária para uma jornalista, sua formação acadêmica e profissão. Quando escreve matérias, assina como Marcela Machado. “Marcela é meu nome de gente grande, de jornalista. É mais sério. Eu tinha 20 anos quando eu comecei a escrever para revista, e as pessoas não levariam a sério alguém que assinasse como Teca, nem meus próprios chefes.”
Marcela estagiou com assessoria de imprensa durante um ano, depois passou seis meses como estagiária no A Gazeta, um jornal impresso de Cuiabá, e então passou a escrever para a Revista RDM, de Mato Grosso. Uma trajetória bem diferente da que pensou que teria quando se inscreveu para o vestibular da Universidade Federal de Mato Grosso para jornalismo. “Eu entrei para o curso com a cabeça igual à da maioria, querendo apresentar o Jornal Nacional na TV, mas descobri que queria ter finais de semana, feriado, férias, e mais: tive a certeza de que gostava muito mais de escrever, e que escrever seria a minha vida.” Ao mesmo tempo Marcela descobriu que no jornalismo se escreve mais para os outros e que há muita limitação, o que foi deixando-a entediada e um pouco frustrada. Não gostando do trabalho que estava fazendo, em um sábado à toa, ela decidiu criar um blog. Casos Acasos e Livros, título do blog, seria sua válvula de escape.  Mas logo em seguida saiu da revista e começou a assessorar o Banco Sicoob, em Cuiabá. Ainda assim, o blog continuou.
Após um ano e quatro meses, o blog se tornou um filho para a escritora, seu hobby favorito, como ela mesmo diz. Nas páginas da internet, Teca pode ser ela mesma, e escrever sobre o que quer, sem se preocupar com regras. “O blog é da Teca que devora livros e filmes desde pequenininha, da garota que compra livros pela capa e que chora com propagandas de margarina, que tem sonhos louquíssimos, e dá risada de si mesma.” Realmente o Casos Acasos e Livros tem tudo isso e mais um pouco. Além de fazer críticas à filmes e livros, ela conta histórias que acontecem consigo, e são todas engraçadas. “Eu achei que seria algo que só meus pais e eu leríamos, mas logo no primeiro dia tive 200 acessos, e hoje já tenho 65 mil no total. Percebi ao longo do tempo que as histórias que eu contava sobre eu mesma eram as postagens que tinham mais acessos, quer dizer, o povo é curioso e gosta de um mal feito, já que eu sempre me dei mal nessas histórias.” A percepção de que as pessoas gostavam do que ela narrava foi um fato decisivo para Teca começar a escrever o livro. E seu blog seria o canal de divulgação perfeito para a obra.
“Apesar de sempre ter o desejo de escrever, o início foi de repente. Eu sentei na cadeira e comecei do nada. No mesmo dia já tinha escrito 30 páginas.” Foi um começo ligeiro para o livro, mas o ritmo não era constante. No total, 06 meses foram necessários para finalizar a história de Alice. O gênero do livro é Chick-lit, bastante popular entre escritoras estrangeiras, mas com poucos exemplos aqui no Brasil. “É uma história mais mulherzinha, ou melhor, para garotas, é todo bonitinho, mas tem uma pegada mais engraçada, não é aquele romance que escorre açúcar e mel”, define Teca Machado. A editora está otimista, deu a resposta de que iriam publicar o livro 10 dias depois que receberam o texto completo. E Teca está mais confiante e esperançosa de que seu romance possa virar de cara um best-seller. Se ela já se acha especial por ser canhota, imagina quando seu livro começar a ser vendido. 
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Este perfil foi escrito em outubro, para uma disciplina da faculdade. Hoje Teca está lançando seu livro, na CDL, em Cuiabá. Queria estar lá para prestigiar. Desejo todo o sucesso do mundo para essa jornalista/escritora/blogueira linda e dedicada.
O livro está à venda na Livraria Cultura, por 29,90. Vocês podem conferir aqui. Aliás, como eu ainda não consegui comprar, aceito de presente. Hahahaha


Um super abraços à todos!

1 comentários:

Paulinhaaaaaa, que legal o texto.
Como que você não me avisa que tinha publicado?
Achei por acaso, jogando meu nome no Google, haha.
Amei amei amei!
De verdade.
Sua queridaaaaaaaaaaaaaaaa!
Você escreve muito bem. Pareço até uma pessoa interessante, hahahaha.
Obrigadaaaaa!
;***

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